Das telas ao coração, vozes que vão longe, Narram histórias, tradições que se expõem. A cultura encontra as cores do Japão, No traço e no ritmo, nasce a conexão. Anime, mangá, uma ponte entre mundos, Carregam valores, laços tão profundos. Cada quadro, uma porta, para a alma explorar, Unem as culturas no ato de sonhar. Em cada herói, o espírito de lutar, Em cada cena, o respeito a compartilhar. Mas não é só o Japão que a obra abraça, Outros tons asiáticos ganham sua praça. Anime, mangá, uma ponte entre mundos, Carregam valores, laços tão profundos. Cada quadro, uma porta, para a alma explorar, Unem as culturas no ato de sonhar. Do Japão à Coreia, as vozes ressoam, Histórias que as fronteiras ecoam. Cultura em harmonia, no tempo e na arte, Uma Ásia unida, em cada obra que parte. Anime, mangá, uma ponte entre mundos, Carregam valores, laços tão profundos. Com suas histórias, fazem todos lembrar, Que a humanidade é o que nos faz brilhar.
Temporada Inverno 2014
Chegamos ao fim da temporada de inverno de 2014 e, com isso,
iniciou-se a minha lista de favoritos. Esta lista será diferente, pois vou fazê-la
deste modo: 1) Melhores animês que iniciaram em outra temporada, mas julguei premiá-las nesta temporada de inverno e 2) Melhores animês de inverno, isto é, aqueles que
iniciaram e terminaram nesta temporada. Com
isso, poucas animações ficarão no “vácuo temporal” e as que ficarem, se conseguirem manter a qualidade, terão boa classificação em outra época.
Melhores Animês premiados na Temporada de Inverno 2014 são aquelas que não pude premiar anteriormente, pois não se encerraram na mesma temporada, ou seja, tiveram continuações e caíram em um "vácuo temporal". Sabem vocês, claro, que só julgo séries conclusas, mas, devido a extensão das mesmas, elas não puderam entrar em nenhuma análise anterior. Pela qualidade das mesmas, decidi premiá-las aqui e agora.
Enredo: Banri Tada é um calouro, em uma
universidade de Direito em Tóquio, com um passado confuso. Ele sofrera um
acidente na infância e, desde então, sofre com amnésia. Nesta universidade, ele
acaba encontrando pessoas que farão parte de seu futuro e que fizeram parte de
seu passado. As relações se complicam quando presente e passado se atritam.
Este enredo pareceu coisa de novela mexicana
com tratamento do estilo e técnica da narração japonesa. Acredito que tenha sido mais
ousado, pois a narração foi rápida e o estilo foi dinâmico. Enquanto uma novela
mexicana se arrasta por inúmeros capítulos, geralmente de forma mais lenta,
Golden Time tornou-se ágil, pois cada problema resolveu-se, geralmente, no mesmo
capítulo em que foi apresentado. Com exceção da amnésia, tudo se resolveu rapidamente.
A direção optou também por um esquema no
qual o capítulo iniciava-se com leveza e comicidade e terminava com uma
surpresa, ou um choque dramático. Este esquema funcionou muito bem, afinal,
deixou-nos ligados e apreensivos para o que viria a ser o enredo da próxima semana. Coisa que acontece
muito em novelas e pode ser outro ponto em comum entre os dois trabalhos.
Já a construção dos personagens
aprofundou-se mais no Banri Tada e na Koko, sua parceira e amante. Os dois, bem
como o seu relacionamento, foi explorado de maneira profunda. Não houve um
momento sequer no qual os pensamentos e sentimentos não fossem retratados em
cenas, diálogos ou música. Prova disso é a segunda abertura da série que
demonstra toda a procura da Koko pelo seu amor em quadros, cenas e música. Veja
abaixo a angústia desta procura e a solidão que termina, no último segundo, no
último quadro, com um toque gracioso de mãos. Já os demais personagens tiveram
um aprofundamento de acordo com sua missão no enredo, ou seja, não houve tempo
para aprofundar muito em histórias paralelas e, se assim o enredo o fez, foi para
demonstrar algo importante nos personagens principais (Banri e Koko).
Enfim, essa proximidade com o enredo de
novelas, mas com a agilidade e a jovialidade da narrativa japonesa, torna
Golden Time um produto incrível que pode ser bem aceito no ocidente. Eu gostei
demais de como toda a história foi tratada e de como todo personagem foi
construído, ficando como o melhor animê que terminou na temporada de inverno
de 2014.
Enredo: Misteriosamente, cerca de 30 mil
jogadores do jogo online Elder Tales são transportados para o mundo do jogo.
Não se sabe como, nem porquê. Cabe a eles continuarem sobrevivendo de acordo
com esta nova perspectiva, na qual o real e o virtual mesclaram-se para formar
uma nova dimensão, onde tudo é possível e a morte não existe. Neste contexto,
em que o caos impera, um jogador experiente chamado Shiroe ergue-se para a
construção de uma nova sociedade.
Ao assistir o primeiro capítulo, eu
acreditei que este animê seria apenas uma cópia “caça-níquel” de SAO (Sword Art
Online), mas enganei-me. Eles bebem da mesma fonte, isto é, possuem enredos
semelhantes, mas tratam disso diferentemente. Enquanto SAO tornava-se um animê
que priorizava a construção de relacionamentos, com casamentos e coisas afim,
Log Horizon priorizou a construção deste novo mundo, explicando cada regra e
cada construção. Foi mais crível na construção de uma realidade baseada em “jogos
online”. Log Horizon priorizou a construção de uma sociedade que partira do nada e do caos.
Log Horizon também enfocou no crescimento
dos jogadores, através da subida de nível, com regras bem claras. Aliás, o
enredo, quando necessário, ousava quebrar as regras estabelecidas, mas de forma
condizente com a realidade vivida dos personagens e sua formação e classe. Também
diferenciou-se de SAO no tratamento dado aos NPCs, ou seja, personagens criados
dentro do sistema para interagirem com os jogadores. Aqui, os NPCs são pessoas.
Esta visão foi bem explorada. No começo, eles eram desprezados como máquinas,
mas, após algum tempo, foram aceitos como pessoas e receberam os mesmos
direitos de um “Aventureiro” (jogador).
Log Horizon também se destacou, aos meus
olhos, na questão ética, com debates sobre direitos humanos, crime e direito
penal, porque alguns crimes passaram a ter maior peso, uma vez que a morte não
existia mais. Foi nessa parte que adorei Log Horizon, porque os personagens não
deixaram a ética, nem abandonaram os bons costumes. Eu chorei quando os
aventureiros decidiram aceitar o apelo da princesa Lenessia para ajudarem o “Povo
da Terra” (NPCs) contra uma horda de criaturas. Também foi emocionante a
interferência de Shiroe na morte de um personagem importante, que não direi o
nome. Arrepiante foram as cenas finais, do último capítulo, bem como a cena da “tentação
de Cristo por Lúcifer” protagonizada por Shiroe e uma personagem ainda oculta
(também no último capítulo).
A direção foi muito inteligente neste
aspecto e, além disso, as piadas são de um ótimo nível e fazem um balanço
perfeito entre a ação e o drama. O lado cômico nos ajudou a aceitar e nos
afeiçoar aos personagens com melhor eficiência. Já a música, como conferem abaixo,
é uma das melhores que ouvi em 2013. Vale o segundo lugar!
Sinpose: Nesta temporada, o time de Kuroko
busca uma final inédita para ir ao Campeonato Nacional, após a derrota da
temporada passada. Entretanto, os dois times que se seguem são os piores
possíveis, pois ambos possuem gigantes temidos dentre os jogadores da “Geração
Milagrosa”.
A sinopse é mais ou menos esta. Só posso
dizer que o forte deste desenho é a ação dentro do esporte e a comédia que
geralmente invade os capítulos fora da quadra. Cada embate é um duelo de Titãs,
que faz inveja a qualquer guerreiro, ou ninja ou cavaleiro. Aqui tratado no presente, uma vez que a série pode vir a ter uma continuação em breve. Não o fiz com Log Horizon porque o mesmo conseguiu fechar arcos bem definidos, coisa que Kuroko (2ª temporada) não o fez ainda.
Esse embate de gigantes (os fortes
entenderão porque uso esta palavra) é de tirar o fôlego. Além da animação bem
executada, acredito que a ação tenha um maior efeito pela empatia que os
jogadores transmitem. Esta empatia é, muitas vezes, construída pelas sketches
cômicas.
Isso demonstra uma construção muito boa do
enredo e merece o terceiro lugar neste espaço. Não é sempre que um jogo de
basquete torna-se um combate e consegue nos envolver, com tamanha eficiência,
nesta realidade. Para se ter uma ideia, no capítulo da semana passada, eu
aumentei o som ao máximo, após o fim do jogo, para delirar com a conclusão da
partida. Não é sempre que isso acontece e merece o terceiro lugar por esta
construção de adrenalina e comédia.
Melhor animação da Temporada de Inverno de
2014
A verdade é uma só. Os animês que começaram
nesta temporada, e terminaram na mesma, não foram fortes o suficiente para que
eu pudesse construir nem mesmo um TOP 3, portanto, vou optar pelo primeiro
lugar apenas e dar menção honrosa a algumas séries que assisti, mas que não
foram assim tão bem.
Sinopse: “Takamiya Honoka é um estudante comum que por
acaso se sentou perto de Kagari Ayaka, a "Princesa" da escola. Ele
nunca falou uma palavra com ela, porém, um dia, quando a vida de Takamiya
estava em perigo, Kagari aparece para salvá-lo vestida de bruxa. Dessa maneira
é revelado que Kagari é uma bruxa e que Takamiya está sobre a proteção dela.
Ela irá protegê-lo de qualquer perigo que apareça”. Retirado do Crunchyroll .
O ponto forte do enredo foi alterar o
esquema do “cavaleiro que salva a princesa”. Aqui, com esta inversão, foi a bruxa
que salvou o príncipe. Pelo menos, isso ocorreu em grande parte dos capítulos,
mas, vez ou outra, o Takamiya conseguia salvar o dia.
Vejam bem que o enredo não é para ser
levado à sério, sendo uma comédia romântica na qual o homem é submisso. Os
pontos fortes foram: animação bem feita, personagens femininas bacanas, música (o
encerramento e a abertura foram um sucesso, por isso, deixo os dois aqui) e,
por fim, uma ação boa aqui e acolá. Foi diversão garantida e forte o suficiente
para estar aqui.
Abertura
Encerramento
Menção Honrosa Melhores Animês que
Terminaram na Temporada de Inverno de 2014 (MHMATTI- argh, peguei a mania de uma
personagem de Sket Dance): Gin No Saji- 2ª Temporada por evoluir os
personagens, e mostrar uma melhor relação entre eles. Pecou pela mania da
autora de criar dramas que não são necessários, ou poderiam ser evitados.
Menção Honrosa Melhores Animês que
iniciaram e terminaram na Temporada de Inverno de 2014 (MHMAITTI- argh, se mata
cara!): Wizard Barristers (o que houve com o 11º capítulo deixou a série tão
triste, que perdeu a posição para Witch Craft Works. Ainda não sei se faltou
dinheiro, ou se foi censura).
Todos assistidos pelo Crunchyroll. Cliquem
no nome de cada série e serão levados para lá. E assim ficamos. Tchau, pessoal! Amanhã um poema!